segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mundo Pequeno...

Este mundo é pequeno mesmo... praticamente uma ervilha...

Estou bege.... com a mão no colar (frase cunhada por Luciano em um dos encontros na casa do Alezão). Bege com a mão no colar é o ápice do bege...

Estar bege já é por si só estar pasmo... Diria que estar "bege com a mão no colar" é estar mais que embasbacado...

Pois é... o mundo é pequeno... assim como mentira tem perna curta...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

As Vitrines

Sempre é dia de aprender uma coisa nova....
Segunda foi dia de aprender um pouquinho mais sobre Chico Buarque, mais especificamente sobre a música "As Vitrines".

Estávamos, Bruno e eu, na Av. Paulista, dentro do carro, à noite. Estávamos ouvindo Chico...

Foi então que por intermédio do Bru eu entendi o significado da letra...

"Eu te vejo sumir por aí
Te avisei que a cidade era um vão
Dá tua mão, olha prá mim
Não faz assim, não vá lá, não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão frouxa de rir
Já te vejo brincando gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão"

A letra acima trata-se de traição. O narrador observa a amada traindo-o e descreve as sensações que ele imagina que ela tem, bem como as suas próprias.

Sem dúvida o trecho mais bonito (pelo menos na minha opinião) é "Passas sem ver teu vigia, catando a poesia que entornas no chão"

Nossa... sem explicação a profundidade deste trecho.

É isso!

Bru, obrigada por me proporcionar este momento tão rico!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Clichê

Eu queria entender quando o clichê deixou de fazer sentido.

Quando a música deixou de tocar meu coração com a mesma intensidade de outrora.

Quando o canto dos pássaros tornou-se mais um ruído em meio ao turbilhão da aurora na cidade grande.

Quando o motor do carro passou a ser sinônimo de silêncio...

Estou ouvindo a música que não me chega.

Onde foram parar minhas emoções?

Estou sentindo algo sequer?

Creio que não.

Não gosto.

Não.

Quero ter o equilíbrio bom, aquele de quem chora mas também ri.

Não quero ser o equilíbrio de quem não sente.

Quero me arrepiar com o vento estranho

Com o canto choroso

Sorrir com a alegria de Elis

Abraçar o meu presente

E vive-lo até meu futuro.

Quero a alegria do clichê, do piegas

Quero ficar com cara de boba, sentir raiva,

Quero sentir....

Quero minha pele queimando de paixão

E meu coração batendo de alegria

Meus olhos úmidos da poesia

Da arte que finalmente encontra minh’alma

E a faz sacudir-se: viva!

Fechando círculos

"É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida. Se insistirmos
em permanecer nela, depois do tempo necessário, perderemos a alegria e o
sentido do resto.
Fechando círculos, fechando portas ou fechando capítulos, como queiras chamar, o importante é poder fechá-los, deixar ir momentos da vida que se vão enclausurando.
Terminou seu trabalho? Acabou a relação? Já não mora mais nessa casa? Deve viajar? A amizade acabou?
Você pode passar muito tempo do seu presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo...
O desgaste será infinito, porque na vida, você, seus amigos, filhos, irmãos, todos estamos destinados a fechar capítulos, virar páginas, terminar etapas ou momentos da vida, e seguir adiante.
Não podemos estar no presente sentindo falta do passado.
O que aconteceu, aconteceu.
Não podemos ser filhos para sempre, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.
Os acontecimentos passam e temos que deixá-los ir!
Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar, trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros...
As mudanças externas podem simbolizar processos interiores de superação.
Deixar ir, soltar, desprender-se...
Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e tem que aprender a perder e a ganhar.
O passado passou: não espere que o devolvam.
Também não espere reconhecimento, ou que saibam quem você é.
A vida segue para frente, nunca para trás.
Se você anda pela vida deixando portas abertas, nunca poderá desprender-se, nem viver o hoje com satisfação.
Namoros ou amizades que não se fecham, possibilidades de regresso - a quê? -, necessidade de esclarecimentos, palavras que não foram ditas, silêncios...
Se você pode enfrentá-los agora, que o faça!
Não por orgulho ou soberba, mas porque você já não se encaixa ali, naquele lugar, naquele coração, naquela casa, naquele escritório, naquele cargo...
Você já não é o(a) mesmo(a) que foi há dois dias, há três meses, há um ano... portanto, nada tem que voltar.
Feche a porta, vire a página, feche o círculo!
Você nunca será o mesmo, nem o mundo à sua volta, porque a vida não é estática.
É saúde mental, amor por você mesmo, desprender-se do que já não está em sua vida.
Lembre-se de que nada, nem ninguém, é indispensável.
É um trabalho pessoal aprender a viver com o que dói, deixar-se ir.
É processo de aprender a desprender-se.
E isso ajudará definitivamente a seguir para frente com tranqüilidade. Essa é a vida!"

Texto roubado (rs...) do fotolog do Bruninho.... www.fotolog.com/brunoreis
E esse texto faz tooooooodo sentido!!

Futuros Amantes

Já que as postagens vão começar, nada mais justo que a música que deu origem ao nome do blog seja a primeira postagem.

Segue abaixo a letra de "Futuros Amantes", obra prima de Chico Buarque.


"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"